terça-feira, 11 de maio de 2010

Crítica: Primavera Para Hitler (The Producers, 1968)

Por:Dimitri Yuri

O primeiro filme de Mel Brooks, e talvez o seu melhor. Com hilárias performances histéricas de todo o seu elenco, especialmente dos atores principais Gene Wilder e Zero Mostel, este filme não é apenas um dos filmes mais engraçados de todos os tempos, é um clássico da comédia, que definiu muitos outros que nós também chamamos de clássicos. Então nós entamos lidando com uma obra-prima aqui.

Max Bialystock (Zero Mostel) é um produtor teatral em uma maré de má sorte, que namora mulheres idosas com dinheiro para conseguir financiamento para suas novas peças. Entretanto, Max realmente acredita ter descoberto uma grande jogada quando conhece Leo Bloom (Gene Wilder), um contador que ao conversar com ele expõe a tese de que um fracasso pode ser mais lucrativo que um sucesso, bastando que se venda o espetáculo para diversas pessoas e garantir que ele seja um retumbante fracasso, com sua temporada durando apenas um dia, pois assim não existirá lucro e todo o dinheiro que foi investido irá parar no bolso daquele que vendeu os direitos da peça. Após uma certa relutância, Leo se une a Max para montarem o pior musical que a Broadway já viu: "Primavera para Hitler".


Os caminhos que ele escolheram para fazer este filme foram muito inteligentes, porque, além de ter uma trama extremamente divertida, se concentra naquele turbilhão de piadas toda hora, que as vezes até parece um filme-sátira, como "Todo Mundo em Panico!", mas ao contrário da maioria dos filmes-sátira, onde eles jogam muitas piadas em você, e, eventualmente, algumas delas funcionam, em "Os Produtores" quase todas as piadas dão certo, e tão bem, que te deixam sem ar (É aquele que só de lembrar você ja sorri).

Piadas contadas por uma pessoa que não é engraçada, mesmo quando as piadas são boas, não funcionam, mas na atuação, é onde este filme realmente brilha, pois Wilder, como de costume, é extraordinário, carismático e histérico, me deixa na dúvida entre qual foi o melhor ator de comédia que já viveu (Bill Murray, Leslie Nielsen, e mais alguns disputam o título). Mostel tem um desempenho ótimo também, mas é até injusto compará-lo a Wilder.

E a escolha de fazer o filme com apenas 84 minutos de duração, foi muito inteligente, ele flúi naturalmente e em nenhum momento eu pensei que era chato, toda hora havia uma cena ou algo importante acontecendo, tornando-se intenso e divertido de assistir. O talento de Mel Brooks de fazer filmes leves e extremamente divertidos já foi mostrada em seu primeiro filme. Mesmo que as piadas não sejam tão engraçadas, ele tira um atuação tão boa de se elenco que as transformam em hilárias.

Veredicto: Um dos mais engraçados filmes de todos os tempos. Curto, intenso, e com uma performance maravilhosa de Gene Wilder.

Nota: 4.5/5

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